O Rio Ganges, como explicado por um local, para os ocidentais é mais um rio. Para os Indianos é sagrado. Aliás, um pouco mais, é uma deusa que aparece representada com 4 braços sentada em cima de uma flor de Lotus que por sua vez está em cima de um crocodilo sobre água. A razão porque é sagrado não sei explicar muito bem, mas está relacionado com Parvati, uma das mulheres de Shiva. Todas as cidades por onde passa o rio são de alguma forma sagradas mas Varanassi é a mais importante pois é o único local onde o rio corre de Sul para Norte, o caminho para o Paraíso. É a cidade onde todos querem ir morrer e ser cremados. Existem dois locais na cidade onde podem ser feitas as cremações. O fogo utilizado é sagrado e há cerca de 3000 anos que se mantém acesso. É proibido fotografar e chorar durante as cremações pois se tal ocorrer o cremado perde o acesso ao Paraiso. Nem todos podem ser cremados. Crianças com menos de 7 anos, mulheres grávidas, homens santos, pessoas mortas por um relâmpago ou mordidas por cobras não podem ser cremadas. Com excepção desta última todas as outras são lançadas ao rio com uns lastros para ficarem no fundo onde os animais do Ganjes tratam de dar continuidade ao ciclo da vida. Os mordidos por cobras mantém-se à superfície para que o veneno não faça mal aos animais do Gajnes e para que os corpos sejam purificados.
Em vida, pelo menos por uma vez, deve ser tomado um banho purificador nas águas do Ganjes. Para quem vive perto esse ritual é cumprido todas as manhãs.
Os dias na índia, para a maioria dos seus habitantes, seguem o horário solar: começam com o nascer do Sol e terminam quando este se põe. Não é difícil de imaginar já que passamos por muitos locais sem electricidade. Mas com o progresso as cidades crescem, a electricidade deixa de ser um luxo e as televisões passam a controlar os horários das sociedades.
O nosso primeiro guia deixou-nos um conselho: “eat less, enjoy more”. Talvez nos primeiros dias tenha-mos comido menos já que o almoço não fez parte do programa mas sem dúvida que foi o sono o que levou os maiores cortes.
Já vai longo o testamento…
Para a próxima, Ganesh e os maravilhosos sorrisos
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